segunda-feira, 16 de abril de 2012

Linguagem da propaganda

























Transcrição do texto da imagem:
Prepare-se para participar da Conferência Mundial da Imprensa nas Comunidades de Língua Portuguesa. Um grande encontro que vai reunir culturas de várias regiões do mundo, diferentes filosofias de trabalho e experiência de diversos profissionais de comunicação. Esse evento será realizado na cidade de São Paulo, no período de 17 a 20 de abril do ano 2000, e terá como objetivo discutir a integração entre os países de língua portuguesa e as melhores estratégias para a difusão do nosso idioma. Participarão como palestrantes dessa Conferência lideranças empresariais de vários meios de comunicação, personalidades acadêmicas e profissionais da imprensa dos países de língua portuguesa: Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau, Goa e Timor-Leste. Paralelo à Conferência, acontecerão também Seminários Internacionais de Jornalismo, Publicidade, Mídia, Literatura e Ciência da Comunicação. Conferência Mundial da Imprensa nas Comunidades de Língua Portuguesa. Um grande momento para você compartilhar suas experiências e conhecer um novo mundo. O mundo que fala a nossa língua.
1. De acordo com o texto dado, que tipos de meios de comunicação e de profissionais estão diretamente ligados ao trabalho com a língua portuguesa?
2. Conhecer a língua portuguesa é ter um mercado de trabalho à sua disposição. Justifique essa afirmação com base nesse texto publicitário.
3. De que maneira a mensagem visual transmitida pelo anúncio sugere a idéia de que a língua portuguesa apresenta unidade na sua diversidade? Comente.
4. Na sua opinião, qual a importância de um encontro como o que o texto anuncia? Por quê?

Texto Vai descer?


VAI DESCER?
       Depois teve o caso do dia em que Rosamundo ficou doente.
      Eraao que parece — um vírus qualquer que Rosamundo arranjou. É que estava incomodando mais que disco de Orlando Dias na vitrola do vizinho. Então Rosamundo foi ao médico.
      O consultório do médico de Rosamundo fica na cidade, num desses prédios que a desmoralizada e saudosa prefeitura deixava construir, com milhares de cubículos à guisa de cômodos conjugados — segundo expressão de um dos grandes calhordas imobiliários desta praça. Rosamundo foi, entrou no consultório e ficou na salinha de espera, aguardando a sua vez.
      Mas, de repente, Rosamundo começou a suar frio. Ainda tentou aguentar a mão, disfarçar, pensar noutra coisa. Mas foi impossível. Levantou-se apressadamente, perguntou à enfermeira onde ficava o banheiro.
       Segunda à esquerda, ali no corredor — foi a resposta.
     Rosamundo não esperou mais. Saiu da saleta de espera pelo corredor, como um doido, contou a primeira porta, abriu a segunda e entrou. Era um cubículo escuro, como sói acontecer nos prédios como aquele, mas isto não teria a mínima importância, se não houvesse uma senhora, com ar muito digno, parada no meio do toalete com cara de quem espera alguma coisa.
    Rosamundo ali, naquele aperreio, e a dona parada que nem parecia. E o tempo passando. Cada segundo parecia um século. E ela nem nada. Parada e tranquila. Nessas horas é que Rosamundo perguntou:
       A senhora não vai sair daí?
       Ela estranhou a pergunta, mas, com toda classe, quis saber:
        Por quê, cavalheiro?
        Porque eu preciso usar este banheiro.
     A dama pensou que Rosamundo fosse maluco e, com o maior des­prezo, informou:
        Por favor, o senhor use depois que chegarmos ao térreo e eu saltar, cavalheiro. Porque isto aqui não é um banheiro. Isto aqui é um elevador.
Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. São Paulo: Editora Moderna, 2003.
p. 102 e 103.
1) Releia os dois primeiros parágrafos do texto:
a) Com a leitura do texto, é possível saber o motivo da dor de barriga de Rosamundo? Por quê?
b) A que é comparado o incômodo sentido por Rosamundo?
c) Qual a frase do trecho acima indica a decisão que Rosamundo tomou?
2) Releia o terceiro parágrafo:
a) A prefeitura é descrita como desmoralizada e saudosa. Ao ler esse trecho, podemos considerar que se trata de um elogio ou de uma crítica à prefeitura? Explique sua resposta.
b) Encontre nesse trecho a descrição da pessoa que cuida da venda ou do alugues das salas do prédio onde fica o consultório do médico de Rosamundo.
c) Que emoções são transmitidas ao leitor nesse parágrafo?
3) O quarto parágrafo inicia-se com a expressão: “Mas, de repente...”
a) Que sensação essas palavras provocam no leitor?
4) Este trecho nos revela um problema enfrentado pela personagem:
[...] Ainda tentou aguentar a mão, disfarçar, pensar noutra coisa. Mas foi impossível. Levantou-se apressadamente, perguntou à enfermeira onde ficava o banheiro.
a) Qual é esse problema?
5) De que modo Rosamundo se movimentou nesta sequência de ações?
Rosamundo não esperou mais. Saiu da saleta de espera pelo corredor, como um doido, contou a primeira porta, abriu a segunda e entrou.
6) Que emoções a personagem está sentindo neste trecho da narrativa?
Rosamundo ali, naquele aperreio, e a dona parada que nem parecia. E o tempo passando. Cada segundo parecia um século.
7) Releia a resposta que a mulher deu para Rosamundo quando ele perguntou:
- A senhora não vai sair daí?
a) Qual foi a reação da mulher ao ouvir essa pergunta?
8) No diálogo que Rosamundo manteve com a mulher dentro do elevador, o autor criou, de propósito, um clima de desentendimento. Por quê?
9) No final da história, há uma revelação inesperada. Que revelação é essa? Por que você acha que o texto terminou assim?
10) Reescrevemos o texto com palavras com a ortografia incorreta. Encontre-as e reescreva-as corretamente:
Mas, de repente, Rosamundo começol a suar frio. Ainda tentol agüentar a mão, disfarçar, pensar notra coisa. Mas foi impossível. Levantol-se apreçadamente, perguntol à enfermeira onde ficava o banhero.
— Segunda à esquerda, ali no corredor — foi a resposta.
Rosamundo não esperol mais. Saiu da saleta de espera pelo corredor, como um doido, contol a primeira porta, abril a segunda e entrol. Era um cubículo escuro, como sói acontecer nos prédio como aquele, mas isto não teria a mínima importância, se não hovesse uma senhora, com ar muito digno, parada no meio do toalete com cara de quem espera alguma coisa.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

GUIA DE PRONÚNCIAS (Clique aqui)

       Registra algumas centenas de palavras cuja pronúncia pode causar dúvidas. Ajuda a resolver também uma dificuldade muito comum, a respeito da sílaba na qual recai o acento.

terça-feira, 13 de março de 2012

Alguns adjetivos pátrios (clique aqui)

LOCUÇÕES ADJETIVAS (Clique aqui)

DIMINUTIVOS DE ALGUMAS PALAVRAS

Alguns diminutivos irregulares ( construídos com 

outros sufixos )

abelha abelhita, abelhazinha, abelhinha
aldeia aldeola
árvore arbusto
astro asteroide
ave avícula
barba barbicha
beijo beijote
casa casebre/ casinha
caixa caixote
caminhão  camioneta, caminhonete
casa casebre
chuva chuvisco/ chuvinha
corda cordel
corpo corpete
cruz cruzeta
diabo diabrete
espada espadim
estátua estatueta
fazenda fazendola
farol farolete
fio filete
frango frangote
galo galispo
globo glóbulo
gordo gorducho
gota gotícula
guerra guerrilha
ilha ilhéu, ilhota
homem homúnculo
jornal jornaleco
laje lajota
livro livreto, livreco
lugar lugarejo
menina meninota
monte montículo
namoro namorico
núcleo nucléolo
obra (literatura) opúsculo
padre padreco
palácio palacete
papel papelucho
parte partícula
perdiz perdigoto
ponte pontilhão
porta portinhola
rabo rabicho
raiz radícula
rapaz rapazola, rapazote, rapazelho
rio ribeiro, riacho
rua ruela
saco saquitel, saquinho
sala saleta
sapato sapataço
vara vareta, varela
velho velhote
verão veranico
vila vilela, vileta, vilola, vilarejo

AUMENTATIVOS DE ALGUMAS PALAVRAS

Alguns aumentativos sintéticos irregulares (construídos com outros sufixos)

   
animal animalejo
ave avejão
bala balaço
barca barcaça
bêbado bebarro
beiço beiçola
beijo beijoca
bicho bichão, bicharrão
boca bocarra
cabeça cabeçorra
cadeira cadeirão
calor canícula
cão canzarrão
cara caraça, carantonha
casa casarão
colher colheraça
copo copázio
coração coraçaço
corpo corpanzil, corpaço
cruz cruzeiro
dente dentola/dentuça/dentão
drama dramalhão
escada escadaria
faca facalhão, facona
fatia fationa (preferível = fatia enorme)
fedor fedentina
festa festança
flor florona / florzona
fogo fogaréu, fogacho
forno fornalha
forte fortaleza
galo galaroz
gato gatarrão
grande grandalhão
homem homenzarrão
ladrão ladravaz, ladraço
lápis lapizão
lima limatão
limão limonaço
língua lingueirão
mamão mamonaço
mão manzarrona, manápula/manzorra
monte montanha
mulher mulheraça, mulherona /td>
muro muralha
nariznarigão
navio naviarra
olhos olheirões
ouro ourama
pedra pedregulho
perna pernalta
poeta poetrasto
poeira poeirama
povo povaréu
prato pratarraz
rapaz rapagão
rato ratazana
rico ricaço
sapo saparrão
unha unhaço
vozvozeirão